Venda direta é a nova aposta de famosos

22 de maio de 2018

 

A ideia de ter uma marca com produtos ligados a fitness e bem-estar surgiu pelo vínculo com a imagem de atleta do Ronaldinho. Contratamos uma consultoria de mercado e desenvolvemos uma seleção de 23 produtos. Vamos começar com poucos, mas vamos adicionar dois novos a cada mês. A ideia é que, com o tempo, a empresa funcione como um canal de vendas para outros produtos dos quais o jogador já é parceiro — explica Lara.

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Com sede em São Paulo, a 18K Ronaldinho foi estruturada contando com a orientação de Luiz Francisco Ribeiro Pinto, da Rainmakers Academy, consultoria especializada no mercado multinível. Como Lara vive há sete anos em Miami, os sócios optaram por montar uma gestão profissional fixa para o negócio, enquanto o empresário vai dividir seu tempo entre os dois países.

Lara criou a 18k Watches em 2015, especificamente para vender relógios. Depois, óculos também entraram no portfólio. Em 2017, veio a primeira parceria com Ronaldinho Gaúcho, para venda de três modelos de relógios em parceria com o craque. O lançamento desta semana representa, assim, uma expansão na oferta de produtos da empresa, com a inclusão de vitaminas, gel redutor de gordura abdominal, shake (bebida para redução de peso) e chá verde.

SETOR CRESCE NO PAÍS

O segmento de venda direta vem se tornando cada vez mais competitivo no país, com a chegada de grandes marcas multinacionais nos últimos anos como Mary Kay e Jeunesse, por exemplo. A maior parte das vendas, contudo, ainda está ancorada pelo setor de cosméticos, impulsionada por gigantes como Avon e Natura, por exemplo.

Segundo a Associação Brasileira de Venda Direta (Abevd), o segmento alcançou R$ 45,2 bilhões em faturamento no ano passado, registrando um recuo de 1,1% na comparação com 2016, e somando 4,1 milhão de revendedores. Marcas focadas em produtos fitness vêm ganhando mercado.

— Num ano de retração para o varejo como um todo, o resultado do setor de vendas diretas foi praticamente estável. Nossa previsão já é de crescimento para este ano. A tendência é que as marcas de não cosméticos ganhem cada vez mais espaço, como acontece no mercado americano, por exemplo. Hoje, os cosméticos representam 60% do movimento de venda direta no Brasil. Lá fora, a maior fatia já é de não cosméticos — destaca Adriana Colloca, presidente da Abevd.

A venda direta foi ideia de Ronaldinho, que vê no projeto um caminho para “distribuir renda para todos que queiram fazer parte do meu time”, explicou em nota.

Outros jogadores trocaram as chuteiras pela carreira de empreendedor. Ronaldo Fenômeno foi um dos que trilhou este caminho. Ainda em 1998 abriu uma boate no Leblon, a R9. Fez sucesso de início, mas acabou fechando as portas em menos de dois anos. O antigo camisa 9 abriu já em 2011 a 9ine, de marketing esportivo. A empresa acabou fechada em 2016, após o jogador se desentender com o sócio. Ano passado, voltou ao segmento comprando a operação da americana Octagon no Brasil.

Outro que investe no segmento de restaurantes no Brasil é o ex-craque do Brasil Leonardo de Araújo. Há ainda os que optaram por criar escolinhas de futebol e apostar em projetos sociais, caso de Zico e Raí, por exemplo.

Fonte: O Globo